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segunda-feira, novembro 02, 2015

De Quinta

Olhos despretensiosos, mãos suaves, um tom de delicadeza em cada palavra. O que chamou mais atenção? não poderia responder. É um quê de gentileza e poesia que veio encaixar no quebra-cabeça dos dias.

Quinta foi o primeiro dia, agitação, falatório, riso (ou seria gargalhada?) Tudo para encobrir aquela ansiedade vulcão, aquela mania do beijo, aquela vontade de cair nos braços.

O segundo, também foi quinta. Dessa vez sem blá blá blá. A vergonha saiu pra comprar cigarros e nunca mais voltou. Era tanta vontade, tanta lambida e tantos risos. Risos, dessa vez plurais, amplos e irrestritos. Os laços foram desfeitos e refeitos os gemidos.

No terceiro, o cotidiano empurrou para quinta. Agora é oficial esse romance de quinta . Que de longe parecia conto de fadas e de perto era uma dança de chamas. De um jeito distraído, os dias foram sendo tomados por um sentimento de pressa e arrepio. Um paraíso intermitente que transformava a angústia em manhãs de carnaval. 

Hoje, aparo as unhas enquanto espero a quinta chegar.

sexta-feira, abril 26, 2013

Não acaba agora


Levantei, fui pro colo, beijo vai, beijo vem, pedi pra esperar um pouco, exatamente onde estava. Sentado em uma das cadeiras da nossa mesa de jantar. Fui até o quarto, voltei com salto, meias de seda e cinta-liga. Tudo preto. A cara dele de surpresa, levantando-se rápido em minha direção, e, antes que pudesse me abraçar:

- Não, fica quietinho, senta.

Parou, sorriu, voltou e ficou olhando com seus olhos famintos. Devagar, peguei a fita de cetim, fui até ele passando a fita pelo corpo, sentei no colo de frente. As mãos dele acariciavam, apertavam, seguravam os meus quadris com força. Toda voz virou sussurro permeando suspiros.

- Posso prender você?
- Quer me amarrar?
- Quero. 

Meus olhos eram só desejo. De um riso atrevido veio a minha resposta.

- Pode.

Tirei camisa dele, amarrei seus punhos para trás. 
A música... Levantei e comecei a dançar em seu colo. Ele ria, me mordia sempre que pudesse, lambia o pescoço. Tirei o resto da roupa que ainda existia. O pau, a esta altura, estava muito duro, já me chamava. Eu ajoelhei e comecei a passar a língua. Nada melhor que abrir os olhos e ver a cara dele me olhando, e eu lambendo e chupando com muita vontade.

- Goza pra mim. Eu quero ver. Goza.
- Me solta. Deixa eu gozar na tua boca?
- Não. Eu quero ver.

Mais uma vez, os olhos eram só desejo. O gozo veio logo em seguida, quente, escorrendo pelos meus peitos. Eu volto a chupar ainda em delírio, até o seu corpo relaxar. 

Levantei e saí.

- Vai me deixar preso aqui.
- Ainda não acabou, meu amor.
- Não?





sexta-feira, dezembro 09, 2011

A vida vale a pena?


E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio.
A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!" -

Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que responderias: "Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa:


"Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?"


Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela? 
Nietzsche


Eu?
Eu viveria tudo de novo. Os dias poderiam ser iguais, mas as minhas emoções não. 
Eu perdoaria uma parte dos meus erros, por entender só agora que foi falta de compreensão ou de sensibilidade, por pura imaturidade de minha, ou do outro, que também seria perdoado, afinal só se cresce depois de acontecimentos assim (shit happens). O restante dos erros, imperdoáveis, seriam como facas em meu coração, já foram antes e seriam novamente, mas agora eu sei que aguento e que tudo passa, até o inevitável sofrimento. 
Eu, iria me concentrar na felicidade, nos dias lindos em que eu vivi, nas pessoas que eu provoquei risos e lágrimas de alegria. Os olhos pretos que brilham pra mim, os mais lindos que já vi, iam brilhar de novo. Com isso, eu passaria por tudo, milhares de vezes.


sexta-feira, maio 20, 2011

O dia depois de hoje.

Dói te ver feliz, dói porque eu queria que você sentisse a minha falta, eu queria suas lágrimas de saudade. Eu queria mesmo a culpa consumindo seu peito, seu juízo, que se tornasse a sua dor de cabeça, sua inquietude, sua ânsia de vômito.

Mas não é assim, você parece sorridente sem mim. É como se eu nunca tivesse existido. Como se sem mim você até ficasse melhor. Seu sorriso não mudou nem um pouco, eu acho até que ficou mais branco e mais reluzente.

Odeio ter tantas coisas em comum, odeio procurar uma música pra distrair e encontrar todos os discos que você me apresentou. Parece que não existia Eu sem você, dispensei tanto de mim que fui consumido pela sua fome. E como todo o alimento, fui descartado depois da digestão. É exatamente assim que me sinto.

Não é justo que eu fique aqui em dilaceramento enquanto sua gargalhada ecoa. Não é justo que você seja a causa da minha dor, quando foi você, e só você, quem escolheu o fio de corte e o apunhalamento. Não é justo me sentir nada quando você foi tudo na minha vida. Não é justo eu ficar aqui por você.

Escrevi muitas páginas para você, guardei-as com cuidado, decorei com suas fotos, te pedi uma assinatura. Agora estou bem para uma nova brochura, sem as suas linhas exatas, sem esta mania de canetas coloridas. Nesta última folha, eu deixo apenas este relato, do dia em que eu escolhi um novo caderno.

sexta-feira, maio 13, 2011

O encontro estava marcado

Eu deveria estar ansiosa, mas algo me dizia que não ia ser nada demais. Ele era comedido demais. Eu estava noutro ritmo, mais acelerado, mais ácido, eu queria o desafio, e mesmo sendo um desconhecido, ele não me incitava ao erro. Eu gosto de errar, é assim que descubro os meus limites, que entendo que a vida pode ser diferente, e é tão maravilhoso sentir a diferença. Eu fui. Mas já com uma desculpa na ponta da língua para não ir pra cama com ele.

Cheguei. Ele estava lá. Tive tempo para olhá-lo por um segundo e ter certeza de que era ele mesmo, o desconhecido ao qual eu só sabia o nome e o telefone. Fui até lá com o meu sorriso mais caro, não era verdadeiro, mas era lindo, ninguém pode negar. Disse “Oi”. Eu já sabia o que “ois” fazem, especialmente quando eu uso o meu melhor sorriso. Nossos olhos se encontraram e eu tive certeza que não queria sequer beijá-lo. Era um homem lindo, mas faltava a provocação ao erro.

E como eu gosto de errar... Eu sei que a vida sempre vai me preparar novas oportunidades para conhecer a diferença. Sentamos. Muitos conhecidos e outros desconhecidos. Eu estava rodeada de sentimentos fraternos, um amigo protetor de um lado, os olhos mais amáveis do mundo do outro e mais distante... A provocação que eu tanto esperava.

Este foi um dia de muitos erros. Foi maravilhoso. Troquei um desconhecido que eu sabia o telefone por outro que eu acabei de descobrir o nome. Lindo. E o cheiro dele... E o jeito como se movia... E os olhos... Grandes, negros e intensos olhos. Por mim ele poderia me comer ali mesmo, na frente de todos em cima da mesa. E se os olhos dele não mentiram pra mim, ele seria capaz disso.

Eu estava tão encantada com aquele moço, que parei de respirar por uns instantes, nem soube usar o meu sorriso caro. Naqueles olhos, me perdi e me encontrei. Nessa hora o desconhecido número 1 era só um número. “Vá pra casa cuidar da sua mulher”. Deixe-me aqui, perdida neste lago espelhado e negro... de possibilidades infinitas.

Cada vez que o olhava tinha mais certeza de que precisava ser possuída por ele. Detesto essa frase, “possuída por ele”, mas é a mais pura verdade. Desejava ser tomada, quase desobedecida, interrompida em meu momento. Por ele.

Algo tão agressivo exalava da minha pele. Era toda fôlego. Era toda saliva. Era toda fêmea. Fiquei envergonhada. Engoli a água da boca. Resolvi sair e comprar mais cerveja, eu precisava esfriar. Bebida comprada. Giro pra voltar. O moço estava em minha frente. Não disse nada. Não disse nada. Foi o beijo mais quente que já ganhei. Quando abri os olhos, já estava longe daquela multidão. O moço distinguia muito bem a energia que eu conduzia, e sem saber meu nome, conhecia o meu corpo. Fui tomada. Entre esfregaços e estocadas ele lia meus pensamentos. Tudo era macio e quente. Laborioso e fugaz. O suor, a saliva, o gozo, misturados e únicos. Alma gêmea que se procura a vida inteira. Ali, de pé, apoiados numa parede. Sem nenhuma palavra. Nossas línguas não queriam.

Fim da música. Tinha música? Hora de ir. Mais um olhar. Mais uma certeza de que a perfeição existe. Onde está aquela calcinha? Eu tinha uma. Ainda bem que a saia é folgada. Nunca errei tanto. Nunca fui tão espontânea. Eu não sabia, mas esse encontro já estava marcado.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Olá Adeus

E foi com um "oi" que ele a viu pela primeira vez. Ela já o observava a meses, timidamente esperava um dia em que seus olhares se cruzasem. Depois daquele Oi, percebeu que sua saudação singela tinha uma força tremenda. Surpresa, nunca havia imaginado que o Oi continha o poder de atrair aventuras. Agora o usa com moderação, não sabe onde pode leva-la.

Inadvertidamente da última vez em que o viu, usou o "tchau". Uma interjeição muito comum, que aqui no nordeste é dita com x, Xau mesmo, sem medo do chiado. Mais uma vez foi surpreendida pelo poder da palavra. A intenção inicial era o cumprimento, afinal, ela estava indo embora e mal se falaram quando ele chegou. Tem medo de usar seus Oi's. "Sei lá, já estamos a tanto tempo separados, ele tem dona agora. Um tchau e só um beijinho, mais nada. Eu tenho que me comportar, não importam os meus impulsos mais vale a felicidade dele."

Coração acelerado, movimentos controlados pela prudência, o juízo gritando. Traçou uma rota segura e foi se aproximando. Provavelmente não propositalmente, ele saiu do caminho estabelecido. Teve que levantar o braço e fazer um sinal, ou melhor, um amigo viu seu desespero e avisou que ela queria falar. Já devia ter percebido que seus planos tinham ido por água a baixo, mas quem disse que ouviu o seu controlador juízo?

Ele virou, deu dois passos em sua direção, ela:
-Tô indo.
Num impulso, ele segura seu pescoço e cintura. No ligeiro do tempo, mil coisas passaram pela mente dela, "como é bom estar aqui", "e agora eu faço o que?", "me beija agora, por favor", "eu vou morrer no próximo segundo". Mudo estava, mudo ele ficou. E a moça... deu a bochecha ao beijo. O juízo deteve o óbvio e se meteu no meio da fala:
- Na bochecha.
Ah juízo maldoso, que ignora vontades e judia da libido. Espezinhando devagar a consciência anarquista. Percebendo ou não o seu esforço, ele beija a bendita bochecha esquerda e pergunta:
-Porque?
Mais uma vez, o juízo responde:
-Eu respeito quem não está aqui.
E saiu pensando desde quando isso é verdade? "Nunca respeitei estranhos, muito menos os que não estão presentes. E ainda tem mais, qualquer problema que surgisse era seu, não meu". Distante dalí, sua consciência retoma o controle e faz uma tentativa de explicar como uma ação tão simples pode se tornar um turbilhão de sins e nãos.

É simples, o movimento de chacoalhar a mão com a palma aberta na direção do outro é o mesmo, quando se chega e quando se sai. Sendo assim, o poder do Tchau pode ser tão grande ou até maior que o do Oi. Pobre e inocente consciência, não aprendeu com os Beatles." You say Yes, I say No. You say Stop but I Say Go, Go, Go.Oh No. I Don't Know Why you Say Goodbye. I Say Hello"

quinta-feira, outubro 14, 2010

A Língua e a Voz


Era líder de meu time, (voz, língua, bochechas e lábios) não eram perfeitos, mas davam conta de materializar em palavras qualquer que fosse o pensamento. Eu me lembro quando estávamos juntas. Eu pensava, ela transformava em realidade. Eu queria, ela pedia e ainda conseguia acrescentar um sorriso no canto da boca, o que dava um charme inesquecível...

Numa tarde clara e fresca, os lábios ganharam um beijo repentino, foi tão quente e macio que eu não pude me negar, quis saborear a saliva doce que estava naquela outra boca. Eu, em meu ser tão material, não tive argumentos que mantivessem a voz sobre o meu controle.

Este novo lugar úmido apresentava novos horizontes, novas formas de desejo que poderiam ser expressos em não-palavras. A voz se encantou pelas possibilidades de respiração que a aquele canto molhado e doce entregava. E foi embora. Apaixonada pela dona desta morada tenra, uma língua lasciva e laboriosa. Deixou de ser minha serva porque tinha vontade de fazer alguma coisa com fervor, observar a excitação do inesperado, os movimentos precisos e deleitosos, feitos com paixão.

Sei que ninguém poderá me interpretar tão bem quanto ela, mas lá, seus gemidos, sussurros e pausas serão ouvidos.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

A tensão

 

Num dia qualquer, num momento leve, num instante em que se viu sozinha, finalmente. Estava livre com seus pensamentos, agora podia escuta-los, pois gritaram a tarde toda e só agora pôde ouvi-los. Coisas confusas de lados diferentes, tanto ideias quanto aquela vozinha que não acredita no potencial das mesmas. No meio dessa balbúrdia mental, levantou os olhos e o viu.


Viu assim de relance, através de uma vitrine de esquina, parecia apressado, com passos largos, retirando os fones de ouvido que o tinham isolado do mundo. Num impulso, o sorriso se estampou e foi ao encontro dele, que distraído, como sempre, nem percebeu sua presença. Um silencio gostoso, pacífico, tênue, delicado, surgiu no momento do toque, este planejado nos poucos segundos da aproximação.


Novamente aquele perfume, o cheiro dele, constatar que seu corpo continua a responder tão bem a este perfume. Surpreso e tímido, mal soube responder ao sorriso espontâneo. Os dois não sabiam o que fazer e nem imaginavam o quanto era bom para o outro estar assim, nesta tensão que eles conheciam tão bem, mas tinham renegado para realizar outras batalhas.


Foram menos de 30 segundos de uma conversa sobre coisa nenhuma, só oi e tudo bem, o que você está fazendo aqui? Respostas esperadas por qualquer um, menos toques, mais timidez, um frio na barriga e uma sensação de "será que eu estou atrapalhando?" despedida, até mais. O silencio tão bom vai embora e agora os pensamentos voltam, mas não barulhentos e confusos, e sim num fluxo ritmado para resolver um problema, entender o porquê de não ter estendido aquela conversa, porque não simplesmente permanecer no silêncio do encontro dos olhos? 

A resposta que gritava não resolvia a questão, mas confortava o sentimento de saudade. Na verdade não havia silêncio, o que havia era um interesse tão grande que ofuscava qualquer coisa que pudesse interferir. O desejo. A tensão.

quarta-feira, julho 15, 2009

O que é o tempo?




O tempo...

Essa coisa que existe desde sempre... por sinal, "sempre" também pode ser considerada uma medida de tempo. Medimos o tempo, cortamos a vida em segundos, minutos e horas, estas se juntam e se transformam em dias, semanas, meses e anos... Passamos o tempo, confiamos que o tempo vai transformar qualquer coisa, afinal, o tempo muda tudo. Este bendito tempo nos dá rugas, experiências que nos farão crescer e desenvolver alguma arte da vida. Dá entendimento sobre um assunto, dá calma ou intranquilidade. Ele nos tira o fôlego. Damos tempo ao tempo, nós perdemos tempo, nós queremos tempo para construir os nossos sonhos. O mundo corre contra o tempo. O tempo nos obriga a amadurecer, para termos filhos e vê-los crescendo, com o passar do tempo. E ainda mais, o tempo não é só por onde caminhamos, é o verbo que define ações feitas e a fazer, o tempo define o próprio presente, passado e futuro. É passível de compreensão dos nossos desejos "eu faria" "se eu fizesse". O tempo é calor e frio, é mudança climática.

No dicionário o tempo está definido como: Medida de duração dos seres sujeitos à mudança da sua substância ou a mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza, apreciáveis pelos sentidos orgânicos.

Eu acredito nos dicionários, eu realmente creio nas pessoas que pesquisaram e aglutinaram conhecimento de milhares para chegar a definição das palavras do mundo. O dicionário só constata o senso comum do povo, que é quem, de fato, usa das palavras. Ninguém mais que ele pode definir palavras.

Sendo assim... alguém realmente entende o significado do termo "Tempo" do dicionário?

O tempo muda nossas substâncias, promove as ocasiões de ruptura de conceitos, muda inclusive a natureza. E tudo isso pode ser percebido pelos nossos sentidos, aqueles mesmos que aprendemos na escola. Como algo tão poderoso, dissonante e adimensional pode ser tão fluido e assimétrico?

Eu só posso concluir que preciso mais de tempo para essa discussão...


Esta foi uma questão levantada numa conversa via MSN com o digníssimo Mestre Pontes, que em pouco tempo se tornará Doutor.

domingo, junho 14, 2009

Eu tenho um problema

Oi, meu nome é Morena e eu tenho um problema
Eu tenho um vício
Eu sou viciada em curtas

Tudo começou com um curta de um professor
Eu entrei no Porta Curtas Petrobrás
E descobri um mundo de curtas que eu não sabia

Hoje eu vejo até curtas de massinha
E rio, rio muito
O pior é que o curta de massinha é muito bom

Eu tenho minha própria videoteca
Mas agora percebi que me tornei um mostro
Passei a usar a roleta
E deixo que o programa escolha um curta

Ontem eu resolvi procurar ajuda
Porque eu vi o curta MORANGO
e me senti representada

Leram e gostaram

Né que tem gente que lê...