quarta-feira, julho 21, 2010
Os Três Mal-amados (trecho)
sábado, outubro 10, 2009
Carícias...
Numa metrópole, personagens vivem momentos de conflito e união em onze cenas. “Carícias” é baseado em texto do dramaturgo catalão Sergi Belbel com tradução da carioca Christiane Jathay e direção do cineasta pernambucano Leo Falcão. A assistência de direção e preparação de elenco ficam por conta de Karina Falcão.
No elenco, estão Ana Claudia Wanguestel, Carlos Lira, Cira Ramos, Marcelino Dias, Paula de Renor e Rodrigo García.
A peça usa metalinguagem e tem sempre dois personagens em cena, numa estrutura circular, onde um personagem do primeiro quadro dialoga com o personagem do quadro seguinte. As palavras e os gestos mostram o vazio da comunicação, a frustração decorrente da fragmentação das relações afetivas (familiares ou não), momentos de esperança e tímidas manifestações de amor.
domingo, agosto 16, 2009
O Parque 13 de Maio


Enfim, neste mesmo parque vimos os rapazes da academia dos bombeiros correndo e dizendo frases de efeito... treinando. Eu não entendia direito no início, pensei que fosse um treino sério, com músicas do tipo tropa de elite... hum, quando eles se aproximaram o capitão puxava "eu quero beijar" e o esquadrão "a sua boca lôca". O Axé deu lugar para as palavras de ordem, fiquei chocada.
Depois disso resolvemos ir ver os bichos, o parque tem um mini zoológico. Macaco vem, macaco vai, vimos um que gostava de se exibir e armava estratégias pra pegar uma pipoca que estava do lado de fora da jaula, usando uma casca de sementes. Outro comia e com as mãos sujas tentava pintar a árvore, é sério, ele quase fazia pintura rupestre. Tinha uma família de macaquinhos com um bebê que atrapalhava tudo que os outros queriam fazer, crianças sempre serão crianças.
Depois de rir muitíssimo, lembrando de quando éramos crianças e comparando com agora, fomos pra casa. Uma tarde simples e extremamente divertida. Mas eu não sei se, quando eu tiver filhos, eu vou ter tempo de leva-los ao parque.
segunda-feira, julho 27, 2009
O Passo da Ema
Composição: Antúlio Madureira
Olha o passo da ema
Lá e lô
Lá no meu sertão
Lá e lô
Todo "passo" avôa
Lá e lô
Só a ema não
Lá e lô
Tiu, tiu, tiu,
Tiu, tiu, tiu, tiu
Coma milho "passo",
Coma milho,
Coma milho "passo",
Coma milho
Então esse post acabou se tornando uma homenagem a EMA, que fez e faz os nossos carnavais no Bairro do Recife tão felizes. Outra brincadeira maravihosa é a Cobra gigante, música de Antúlio Madureira que também não tem vídeo. "Essa menina segure a minha cobra que eu vou alí e volto já..." Vai dizer que você não cantou isso? e nunca quis entrar na cobra? uhhumm sei...
Se alguem achar vídeos, por favor me avise.
Sobre as histórias e a dança popular, depois eu penso se eu faço um outro vídeo. kkkkkkkkkkkkk.
Nada como o carnaval do Recife!
sábado, julho 11, 2009
Fim de Festa (Vinícius Gregório)
Fim de Festa (Vinícius Gregório)
Gravado no evento "Eu Valorizo o meu Oxente" da turma de secretariado 2009.1 da UFPE.
segunda-feira, junho 22, 2009
BOLO SOUZA LEÃO
Virgínia Barbosa
Bibliotecária da
Fundação Joaquim Nabuco
O doce tem lugar de destaque na culinária nordestina e traz referências do passado e do presente, frutos de heranças culturais diversas – portuguesa, hispânica, africana, ameríndia. A história nos mostra que, desde a colonização do Brasil, a presença dos doces é marcante. Nos engenhos, as prendadas senhoras da casa-grande trouxeram de Portugal uma vasta experiência na elaboração dos doces, muitos originários das cozinhas dos conventos, que passaram a compor a doçaria tradicional portuguesa. Na terra colonizada, foram feitas adaptações ou acréscimos em suas receitas, com os ingredientes locais disponíveis, sem comprometer o sabor.
Gilberto Freyre, no seu livro Açúcar, afirma: “a marmelada, o caju e a goiabada tornaram-se desde os tempos coloniais, os grandes doces das casa-grandes. A banana assada ou frita com canela, uma das sobremesas mais estimadas das casas patriarcais, ao lado do mel de engenho com farinha de mandioca, com cará, com macaxeira; ao lado do sabongo [doce de coco com o mel de engenho] e do doce de coco verde e, mais tarde, do doce com queijo – combinação tão saborosamente brasileira” (FREYRE, 1987, p. 57).
Ao lado dos doces, o Nordeste brasiliero é área por excelência dos bolos, principalmente dos bolos autorais, de receita especial de família. A exemplo deste, encontramos o Souza Leão que ganhou valor de patrimônio regional e mesmo nacional.
Segundo pesquisadores, o Bolo Souza Leão entrou na história da culinária pernambucana por intermédio de Dona Rita de Cássia Souza Leão Bezerra Cavalcanti, esposa do coronel Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanti, proprietário do engenho São Bartolomeu, povoado de Muribeca, município de Jaboatão dos Guararapes. De Dona Rita, renomada quituteira da época, tem-se conhecimento de que muitas de suas receitas ficaram famosas, como a do Bolo São Bartolomeu e o Bolo Souza Leão. Alguns ingredientes do Souza Leão, originalmente europeus, foram substituídos: o trigo pela massa de mandioca e a manteiga francesa, por manteiga feita na cozinha do engenho. O sucesso ficou garantido até a atualidade e é considerado o mais aristocrático bolo nordestino. Inclusive, na tradição de servir o bolo, existe a obrigação de utilizar pratos de porcelana ou de cristal. Provavelmente, esta exigência deva-se a importância dos Souza Leão, que o batizaram. Conta-se, também, que ele foi servido ao imperador Dom Pedro II e sua esposa, Tereza Cristina, quando de passagem por Pernambuco, no ano de 1859.
Atualmente, é tarefa difícil identificar a receita original, que se atribuiu a Dona Rita de Cássia. Freyre (1987, p. 77), confirma: “Consegui várias receitas desse manjar, mas todas se contradizem, a ponto de me fazerem duvidar da existência de um bolo Sousa Leão orotodoxo [verdadeiro]. Consegui-as quase como quem violasse segredos maçônicos”. Os descendentes da família Souza Leão são provenientes de onze engenhos de Pernambuco. Com o passar dos anos, a receita original foi sofrendo pequenas variações nos ingredientes, e cada ramificação da família afirma ser sua a receita verdadeira. Deixando à parte essa disputa, a verdade é que qualquer que seja a versão apresentada, o bolo é sempre bom, cremoso, lembrando um pudim, e quem o degusta, nunca o esquece.
A seguir, uma das receitas do tradicional bolo Souza Leão:
Bolo Souza Leão
Ingredientes:
- 18 gemas;
- 6 xícaras de leite de coco puro;
-
-
- 2 colheres de sopa de manteiga;
- Sal a gosto.
Preparo:
- Com açúcar, faça uma calda em ponto de fio;
- Junte a manteiga e depois as gemas;
- Acrescente a massa lavada, espremida e peneirada. E, por fim, leite de coco e sal a gosto;
- Passe toda a mistura em peneira muito fina, várias vezes;
- Coloque em fôrma untada com manteiga e forrada com papel impermeável, também untado. Asse em forno regular.
No dia 22 de maio de 2008, foi sancionada pelo governador Eduardo Campos, a Lei nº 357/2007, de autoria do deputado Pedro Eurico, que deu ao bolo Souza Leão o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco.
quarta-feira, junho 17, 2009
Eu sou do Brasil, mas não qualquer brasileira. Eu sou do nordeste, mas não qualquer nordestina, EU SOU PERNAMBUCANA!

pois eu vou te mostrar nesse verso originalidade
o aboio em declamação na beira do açude
não seja rude pois mude essa sua visão
também nunca provou charque na brasa e alcatrão.
é parecido com caju, cajá e cajarana.
chapéu de palha ao mato pegado no berço,
terra mais linda que essa eu não conheço
da cidade ao sertão do agreste ao litoral, beleza tropical de um cenário cultural,
eu represento a cultura arte da minha gente.
a mistura da sensatez com a loucura do ritmo com a poesia.
é um pife tocado por João
um cordel pelo o poeta Abdias
Vila Nova em suas cantorias
a coragem vista em Lampião
a sanfona na mão de Gonzagão que até hoje dá gosto em escutar.
ouvindo Chico Science, Nação Zumbi Manguezal,
meu mundo é real sem fantasia sem ficção, minha literatura é de cordel, né não?
sigo a tradição de um antepassado meu
que comprou um vinil de Jackson do Pandeiro e me deu
que influenciou eu na minha demanda
valorizo o Maracatu Rural e a Ciranda
meu pensamento anda revolução Palmares, Zumbi Nordeste, Nação.
Pra sobremesa cocada ou goiabada
não desmerecendo o lugar de ninguém,
mas defendo meu território e o que convém.
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