sábado, junho 27, 2009

Amante Amado

Um amigo me apresentou esta música de Jorge Ben Jor, incrivelmente uma que eu não conhecia e por tal fato inusitado, vou posta-lo para nunca mais esquecer. É verdade que o amor descrito na música é meio masoquista, mas eu acredito que todo mundo quer que o seu objeto de desejo o pegue, abrace, aperte, beije e ame para ser feliz na vida... ir embora é outro caso, principalmente se estiver fazendo frio e chovendo. (rsrs)

Numa versão de Simoninha e Paula Lima...
Versão de Caetano Veloso

Se alguem encontrar um vídeo com Jorge Ben cantando,
por favor me diga.


Composição: Jorge Ben Jor

Eu quero que você me pegue
Me abrace e me aperte
Me beije e me ame
E depois me mande embora
Que eu vou feliz da vida, amor (2x)

Quero ser mandada
Adorada
Acariciada
Machucada
E amada por você
E depois pode me mandar embora
Mesmo que sejam quatro horas da amanhã, chovendo
Fazendo frio, amor

E me proibindo de olhar pra outro cara qualquer (2x)

Pois eu vou muito contente e vitoriosa
Pois você é o meu amante amado, amor

Eu quero que você me pegue
Me abrace e me aperte
Me beije e me ame
E depois me mande embora
Pois eu vou feliz da vida, amor (2x)

Quero ser mandada
Machucada
Acariciada
Adorada
E amada por você
E depois pode me mandar embora
Mesmo que sejam quatro horas da amanhã, chovendo
Fazendo frio, amor

E me proibindo de olhar pra outro cara qualquer (2x)

Pois eu vou muito contente e vitoriosa
Pois você é o amante amado, amor

quinta-feira, junho 25, 2009

A Cruz e a Espada

Eu tenho uma lembrança musical, para cada evento, uma música ou um estilo. Eu acho que estou ficando velha, esta música especialmente me remete a um tempo que eu faço questão de reiterar que está morto e enterrado... Aquele Beijo era mesmo o fim, inclusive o fim do meu desejo. Prova que é coisa de gente senil: Isto tudo aconteceu há milhões de anos...

Composição: Luiz Schiavon / Paulo Ricardo


Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu

E agora eu vejo aquele beijo
Era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo
Se perdeu de mim

E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa
O que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar

E agora eu vejo
Aquele beijo
Era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo
Se e perdeu de mim

E agora eu vejo
Aquele beijo
Era mesmo o fim
Era o começo e o meu desejo
Se perdeu de mim

E agora é tarde
Acordo tarde
Do meu lado alguém
Que eu nem conhecia

Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia

Agora eu vejo
Aquele beijo era o fim, o fim
Era o começo e o meu desejo
Se perdeu de mim

Aos Dadaístas Com Amor

Certa vez, conversava com uma amiga sobre músicas e tal, e dizia que eu já escutei muito Djavan, mas que esse tempo passou e agora eu não tenho mais paciência para romantismos de novela (venhamos e convenhamos, houve um tempo em que toda a novela tinha que ter uma música de Djavan) Aí, para a minha surpresa, esta amiga virou e disse "ah, num gosto dele, ele é muito dadaísta" na hora eu fiquei sem entender, até que eu ouvi novamente Açaí... alguém tem dúvida que Djavan é ligado ao movimento Dadá?

Açaí - Djavan
Composição: Djavan

Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã

A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si

Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã (2X)

Solidão de manhã,
Poeira tomando assento
Rajada de vento,
Som de assombração, coração
Sangrando toda palavra sã

A paixão puro afã,
Místico clã de sereia
Castelo de areia,
Ira de tubarão, ilusão
O sol brilha por si

Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã (3X)

quarta-feira, junho 24, 2009

Neném

É tão gostosa essa música... me transforma numa moça quase romântica...

BOCA LIVRE

Composição: Maurício Maestro

Se você quer
Pode sentar no meu colinho, neném
Eu sou santinho
Juro pela minha avó

Que eu ía só cobrir você
Com mil beijinhos
E dizer baixinho
Eu tenho estado tão só

Mas se você desse um sorriso engraçadinho, neném
Eu te puxava com jeitinho
Pra mim

E começava
A te fazer carinho, neném
Devagarinho
Pra não ter mais fim

Devagarinho
Pra não ter mais fim

terça-feira, junho 23, 2009

Menina Mulher Da Pele Preta

Versão tradicional e maravilhosa...


Composição: Jorge Ben Jor

Com alterações... pq eu tinha que puxar a sardinha para o meu lado, é claro!

Essa menina mulher da pele "de avelã",
Dos olhos "castanhos", do sorriso branco
Não está me deixando dormir sossegado.
Será que ela não sabe que eu fico acordado.
Pensando nela todo dia, toda hora
Passando pela minha janela todo dia, toda hora
Sabendo que eu fico a olhar
com malícia.
A sua pele "de avelã"
com malícia.
Seus olhos "castanhos"
com malícia
Seu sorriso branco
com malícia.
Seu corpo todo enfim,
com malícia.

Com malícia...

Será que quando, eu fico acordado
Pensando nela, ela pensa um pouco em mim?
Um pouco em mim
Com malícia.
Um pouco em mim
Com malícia.

Um...pouco em mim.
Com malícia.
Essa menina mulher...
Da pele "de avelã"
Não está me deixando...
Dormir sossegado.
Será que ela não, não, não
Pensa um pouco em mim, pensa.
Com malícia, com malícia.
Pouco em mim, Pouco em mim
Pouco em mim, Pouco em mim.
Com malícia, com malícia
Um pou pou pou pou pouco em mim
pouco em mim.
Com malícia.
Com malícia.
Essa mulher...
Da pele "de avelã"
Da pele "de avelã"
Do sorriso branco,
Dos olhos "castanhos"
Não está deixando me...
Dormir sossegado...

segunda-feira, junho 22, 2009

BOLO SOUZA LEÃO

BOLO SOUZA LEÃO

Bolo Souza Leão

Virgínia Barbosa

Bibliotecária da

Fundação Joaquim Nabuco



O doce tem lugar de destaque na culinária nordestina e traz referências do passado e do presente, frutos de heranças culturais diversas – portuguesa, hispânica, africana, ameríndia. A história nos mostra que, desde a colonização do Brasil, a presença dos doces é marcante. Nos engenhos, as prendadas senhoras da casa-grande trouxeram de Portugal uma vasta experiência na elaboração dos doces, muitos originários das cozinhas dos conventos, que passaram a compor a doçaria tradicional portuguesa. Na terra colonizada, foram feitas adaptações ou acréscimos em suas receitas, com os ingredientes locais disponíveis, sem comprometer o sabor.



Gilberto Freyre, no seu livro Açúcar, afirma: “a marmelada, o caju e a goiabada tornaram-se desde os tempos coloniais, os grandes doces das casa-grandes. A banana assada ou frita com canela, uma das sobremesas mais estimadas das casas patriarcais, ao lado do mel de engenho com farinha de mandioca, com cará, com macaxeira; ao lado do sabongo [doce de coco com o mel de engenho] e do doce de coco verde e, mais tarde, do doce com queijo – combinação tão saborosamente brasileira” (FREYRE, 1987, p. 57).



Ao lado dos doces, o Nordeste brasiliero é área por excelência dos bolos, principalmente dos bolos autorais, de receita especial de família. A exemplo deste, encontramos o Souza Leão que ganhou valor de patrimônio regional e mesmo nacional.



Segundo pesquisadores, o Bolo Souza Leão entrou na história da culinária pernambucana por intermédio de Dona Rita de Cássia Souza Leão Bezerra Cavalcanti, esposa do coronel Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanti, proprietário do engenho São Bartolomeu, povoado de Muribeca, município de Jaboatão dos Guararapes. De Dona Rita, renomada quituteira da época, tem-se conhecimento de que muitas de suas receitas ficaram famosas, como a do Bolo São Bartolomeu e o Bolo Souza Leão. Alguns ingredientes do Souza Leão, originalmente europeus, foram substituídos: o trigo pela massa de mandioca e a manteiga francesa, por manteiga feita na cozinha do engenho. O sucesso ficou garantido até a atualidade e é considerado o mais aristocrático bolo nordestino. Inclusive, na tradição de servir o bolo, existe a obrigação de utilizar pratos de porcelana ou de cristal. Provavelmente, esta exigência deva-se a importância dos Souza Leão, que o batizaram. Conta-se, também, que ele foi servido ao imperador Dom Pedro II e sua esposa, Tereza Cristina, quando de passagem por Pernambuco, no ano de 1859.



Atualmente, é tarefa difícil identificar a receita original, que se atribuiu a Dona Rita de Cássia. Freyre (1987, p. 77), confirma: “Consegui várias receitas desse manjar, mas todas se contradizem, a ponto de me fazerem duvidar da existência de um bolo Sousa Leão orotodoxo [verdadeiro]. Consegui-as quase como quem violasse segredos maçônicos”. Os descendentes da família Souza Leão são provenientes de onze engenhos de Pernambuco. Com o passar dos anos, a receita original foi sofrendo pequenas variações nos ingredientes, e cada ramificação da família afirma ser sua a receita verdadeira. Deixando à parte essa disputa, a verdade é que qualquer que seja a versão apresentada, o bolo é sempre bom, cremoso, lembrando um pudim, e quem o degusta, nunca o esquece.



A seguir, uma das receitas do tradicional bolo Souza Leão:

Bolo Souza Leão

Ingredientes:

- 18 gemas;

- 6 xícaras de leite de coco puro;

- 1 kg de açúcar;

- 1 kg de massa de mandioca;

- 2 colheres de sopa de manteiga;

- Sal a gosto.

Preparo:

- Com açúcar, faça uma calda em ponto de fio;

- Junte a manteiga e depois as gemas;

- Acrescente a massa lavada, espremida e peneirada. E, por fim, leite de coco e sal a gosto;

- Passe toda a mistura em peneira muito fina, várias vezes;

- Coloque em fôrma untada com manteiga e forrada com papel impermeável, também untado. Asse em forno regular.



No dia 22 de maio de 2008, foi sancionada pelo governador Eduardo Campos, a Lei nº 357/2007, de autoria do deputado Pedro Eurico, que deu ao bolo Souza Leão o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco.

sexta-feira, junho 19, 2009

Ainda bem que foi de graça...

seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica
Título Original: Angels & Demons
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 138 min
Ano de Lançamento (EUA): 2009
Estúdio: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Imagine Entertainment
Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment
Direção: Ron Howard
Roteiro: David Koepp e Akiva Goldsman, baseado em livro de Dan Brown

seta3.gif (99 bytes) Sinopse
O professor de simbologia Robert Langdon (Tom Hanks), depois de decifrar o código DaVinci, é chamado pelo Vaticano para investigar o misterioso desaparecimento de quatro cardeais. Agora, além de enfrentar a resistência da própria igreja em ajudá-lo nos detalhes de sua investigação, Langdon precisa decifrar charadas numa verdadeira corrida contra o tempo porque a sociedade secreta por trás do crime em andamento tem planos de explodir o Vaticano. (RC)


Agora que eu já apresentei, eu posso dizer a verdade...
QUE PORCARIA!

A sensação que eu tenho é que um grupo de pessoas loucas resolveu dirigir o filme em conjunto. Todos queriam que seu roteiro (ou parte dele) fosse seguido, então fizeram um sorteio e cada um dirigiu o filme por 20 min. Né, uma maravilha? este é o cúmulo da democratização da comunicação.
  1. A fotografia não se destaca em nada, tentaram fazer uso do Claro/Escuro e ficou tudo azulado e enevoado.
  2. A trama ficou óbvia quanto ao vilão e confusa quanto ao método escolhido pelo vilão...
  3. Acabaram com os Iluminatti, eu gostava deles cara... sociedade secreta e tal...
  4. Muita gente morre simplesmente porque SIM, não tem uma explicação decente...
  5. Mostrou um vaticano burro e tenso... (não que eu seja defensora da igreja, mas uma instituição milenar deve ser mais organizada do que o mostrado no filme)
  6. O figurino tava bom... Ufa!
Aí vc me pergunta... porque eu fui ver este filme que, de cara, não parece um filmão? Porque eu ganhei ingressos... Pelo preço, vale!

quarta-feira, junho 17, 2009

Eu sou do Brasil, mas não qualquer brasileira. Eu sou do nordeste, mas não qualquer nordestina, EU SOU PERNAMBUCANA!


Essa é pra tu, que discrimina o Nordeste
Que desvaloriza os valores da Zona da Mata Agreste.
Essa é pra tu que acha meu sotaque engraçado
E desconhece o forró, xote, baião e xaxado.
Essa é pra tu sem personalidade
pois eu vou te mostrar nesse verso originalidade
Culinária de verdade que deixa saudade na região interiorana dessa cidade
A fé que invade vem e invade os romeiros
O cheiro da cana queimada do canavial de limoeiro.
Cavalo do vaqueiro chamado atitude
o aboio em declamação na beira do açude
não seja rude pois mude essa sua visão
também nunca provou charque na brasa e alcatrão.
Até o velho João teve o privilégio de ter a sabedoria do mato sem passar no colégio.
Nunca sentisse o beijo da pernambucana
é parecido com caju, cajá e cajarana.
Te dana, com esse teu preconceito.
Minha vida é desse jeito eu tô eleito.
Eu valorizo sim senhor a minha terra
Prefiro a paz e não a guerra.
Eu valorizo sim os costumes da minha gente,
Meu chapéu de couro e meu OXENTE!!!
Eu valorizo! O quê?
A cultura nordestina.
A tradição do povo na fina festa junina, a banda de pífano animando a novena.
Um violeiro no pé de parede dibuiando tema
chapéu de palha ao mato pegado no berço,
terra mais linda que essa eu não conheço
da cidade ao sertão do agreste ao litoral, beleza tropical de um cenário cultural,
eu represento a cultura arte da minha gente.
O Nordeste independente da ousadia
a mistura da sensatez com a loucura do ritmo com a poesia.
Do rap com a cantoria da batida com a viola,
é um pife tocado por João
um cordel pelo o poeta Abdias
Vila Nova em suas cantorias
a coragem vista em Lampião
a sanfona na mão de Gonzagão que até hoje dá gosto em escutar.
É a força do povo pra lutar.
Porque aqui é o Nordeste independente.
Eu valorizo sim senhor a minha terra
Prefiro a paz e não a guerra.
Eu valorizo sim os costumes da minha gente,
Meu chapéu de couro e meu OXENTE!!!
Eu nasci, vivi, sobrevivi no clima tropical.
Aproveitei o sol do interior e do litoral.
Nesse momento estou na terra do frevo carnaval,
ouvindo Chico Science, Nação Zumbi Manguezal,
meu mundo é real sem fantasia sem ficção, minha literatura é de cordel, né não?
Meu rei é de baião meu café é pisado no pilão.
A esteira de palha de coqueiro é meu colchão
sigo a tradição de um antepassado meu
que comprou um vinil de Jackson do Pandeiro e me deu
que influenciou eu na minha demanda
valorizo o Maracatu Rural e a Ciranda
meu pensamento anda revolução Palmares, Zumbi Nordeste, Nação.
Minha alimentação é adubada quiabada, maxixada, buchada, rabada e feijoada.
Pra sobremesa cocada ou goiabada
Nordeste é o lugar rapaziada,
não desmerecendo o lugar de ninguém,
mas defendo meu território e o que convém.
Eu sei que existe o preconceituoso que insiste em ser nacionalista rigoroso.
Eu valorizo sim senhor a minha terra
Prefiro a paz e não a guerra.
Eu valorizo sim os costumes da minha gente,
Meu chapéu de couro e meu OXENTE!!!


E é por isso que eu gosto lá de fora...

"O pensamento parece uma coisa à toa,
mas como é que a gente voa quando começa a pensar?
"

Hoje está um dia belíssimo, e eu não poderia deixar de postar a visão da janela do meu quarto. Lá fora está simplesmente lindo! Um dia claro, sem nuvens, um calorzinho gostoso que tira o mofo da gente depois de vários dias de chuva.

Infelizmente, a minha janela tem grades, não é um janelão, o que deixa mais claustrofóbico ainda... rsrs.

Eu me lembro de um tempo em que eu não me preocupava com pessoas estranhas querendo me ferir, é claro que sempre existiu violência, mas não esta abusiva e quase gratuita, não esta que priva pessoas "de bem" de ver o dia sem grades...

- Ahh porque as aspas no "de bem"?

Simples, não se pode julgar um homem que sempre foi maltratado e nunca teve seus olhos vistos por alguem que passa na rua. Como podemos definir quem é DE BEM? Eu mesma tenho medo de pessoas mal vestidas, é, isto é preconceito. É um conceito prévio de que esta pessoa mal-acabada está terminada sem reboco porque ninguém se pré-dispôs a termina-la.

- Ahh, mas eu trabalho, estudo e pago meus impostos...

Mas onde isto me faz melhor? Eu tive quem me amasse, tive irmãos e pais presentes. Não sofri abusos e nem perdi nenhuma etapa da minha vida. O estado me viu e permitiu meu acabamento final, eu tive acesso a conhecimento, a comida, a vestimenta adequada a moda, eu pude entrar no sistema.

Qual o pecado maior, invadir a casa de alguém e tomar algo dele? ou nunca olhar o lado e perceber alguém inacabado?

domingo, junho 14, 2009

Eu tenho um problema

Oi, meu nome é Morena e eu tenho um problema
Eu tenho um vício
Eu sou viciada em curtas

Tudo começou com um curta de um professor
Eu entrei no Porta Curtas Petrobrás
E descobri um mundo de curtas que eu não sabia

Hoje eu vejo até curtas de massinha
E rio, rio muito
O pior é que o curta de massinha é muito bom

Eu tenho minha própria videoteca
Mas agora percebi que me tornei um mostro
Passei a usar a roleta
E deixo que o programa escolha um curta

Ontem eu resolvi procurar ajuda
Porque eu vi o curta MORANGO
e me senti representada

sábado, junho 13, 2009

O Meu Amor


Composição: Chico Buarque


O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

sexta-feira, junho 12, 2009

Ao ver este quadrinho...





Eu me lembrei de um VELHINHO, baixinho, barbudo, com óculos redondos e com um mau humor típico de um cineasta. rsrsrs

quinta-feira, junho 11, 2009

Mil partes envolvidas


É tão complicado conviver, é tão difícil entender como os outros compreendem o mundo. Essa coisa de viver em sociedade, viver com alguém, estar próximos a seres humanos tão complicados quanto nós mesmos.
Parece agonia, mas na verdade é apenas um lamento sobre como eu tento e não consigo compreender as pessoas. É apenas um desabafo sobre a minha saudade de pessoas que eu não pude compreender. Estas que me fizeram entender a mim mesma, que fizeram com que eu as amasse e desta forma compreendesse porque a humanidade ainda tenta viver em sociedade.
Sinto falta dos amigos, dos amores, dos que passaram deixando um rastro de perfume, de pegadas, de arranhões em meu coração. Sei que nunca vão perder seu lugar em minha vida, mesmo quando eu mesma os quero por perto. Mesmo assim, sem querer a presença deles, a lacuna deixada nunca será preenchida por outros. Alguns simplesmente mudaram de posição, saíram dos lugares, forçosamente ou sem que eu percebesse, chegaram de mansinho e tomaram um lugar mais próximo do topo do meu amor.
Ahh os novos amores, estes são sem dúvida escolhidos a dedo. Já descobri o que me magoa, o que me maltrata e agora são escolhidos como se eu já os predeterminasse como pessoas “ideais”. Faz tem pó que não me arrisco em um novo acontecimento amigável. Não basta ter um sorriso bonito. Tem que estar aberto a cutucadas e vasculhadas na sua vida, eu tenho consciência que sou curiosa demais, mas não me sinto segura com menos que milhões de perguntas morais, amorais e imorais.
Segurança é outro problema criado por esta coisa chamada convivência... você enfrenta o mundo, aí se magoa, aí fica com medo, aí se isola, aí nada mais acontece e você morre de tédio.
Hoje é um dia em que eu vou ficar pensando nas mágoas que causei, nos amigos que fiz, nas lacunas do meu coração. No mais, aguardo.
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer
O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor
se quiseres voltar - volta não

Porque me quebraste em mil pedaços


Poderia ao menos tocar
as ataduras da tua boca?
Panos de linho luminescentes
com que magoas
os que te pedem palavras?

Poderia através
sentir teus dentes?
Tocar-lhes o marfim
e o liso da saliva

O molhado que mata e ressuscita?

Me permitirias te sentir a língua essa peça que alisa nossas nucas e fere rubra nossas delicadas espessuras?

Poderia, ao menos tocar
uma fibra desses linhos
com repetidos cuidados
abrir
apenas um espaço, um grão de milho
para te aspirar?

Poderia, meu deus, me aproximar?
Tu, na montanha.
Eu no meu sonho de estar
no resíduo dos teus sonhos.

quarta-feira, junho 10, 2009


Ahh meu All Star velho de guerra...

Meu sapato de menininha, me deixa bem feminina e mostra que eu sou organizada e prezo pela beleza.

O caso é que o sapato fofinho destrói o meu pézinho, nunca vi tantos calos nele de uma só vez. Conto cerca de 5 bolhas fora as partes vermelhas.

Em revolta, em seguida uso o meu velho All Star que deve estar a uns 10 anos comigo, conforto, carinho nos pés e principalmente estilo despojado que eu tanto gosto.

Há muitos anos que eu não usava o tênis, por simplesmente ter aderido as sandálias que deixam meus pés quase nus. O calor em Recife é intenso, qualquer parte que eu possa deixar nua, eu deixo. Mas o filme que fizemos na unversidade, me deu vontade de reviver os tempos de "rebeldia"
Mas, voltando... o All Star.

Eu percebi que as pessoas se comportam de maneira diferente quando eu uso o tênis. Falam mais comigo, falam de suas vidas, falam coisas que não falariam num dia comum. Certa vez, um cobrador de ônibus passou a viagem inteira falando de sua vida, perguntando como era a minha... ou seja, minha cara de brava: "Passa amanhã" não valeu de absolutamente nada.

E, definitivamente, eu amo analisar o comportamento "estranho" das pessoas.

segunda-feira, junho 08, 2009

Avassaladora

Muitas vezes não encontro palavras para descrever um sentimento. Uso músicas como forma de tradução. Muitas músicas me traduzem. Porque além de mulher, eu sou um espírito livre.

Composição: Gonzaguinha

Avassaladora
senta no seu colo
lambe o pescoço
morde a orelha
enfia a língua
por entre seus dentes
tomando toda a sua boca
ela é louca
muito louca e,
ele adora sua mão
apertando o que deseja
com calor e com carinho
ensinando o caminho
da loucura
e acabando com
seu medo de não poder
e o macho se solta
se larga, se acaba na
mão da rainha
com todo prazer.
e o macho desmonta
no grito de gozo
na mão da rainha
e desmaia
de tanto prazer.

sábado, junho 06, 2009

O Quereres

Só observações ao vídeo incorporado a postagem... 1ª Chico admite que não é um bom cantor, 2ª Rola um clima entre Chico e Caetano, rola não?

Composição: Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim
Quando eu vi o anúncio da MTV sobre o novo programa deles: MTV's Double Shot at Love Pensei "São basicamente são loiras peitudas gêmeas e bissexuais que dão pra todo mundo...". Agora assistindo ao programa (é, eu não tenho mais o que fazer) vi a real proposta do programa... que as "meninas" encontrassem o verdadeiro amor, que pode ser homem ou mulher, né fofo isso?

Vendo isso qualquer um pensa "é um programa para HOMI" mas não é... Curioso isso não? É um programa de entretenimento adolescente ou jovem.

Se fosse um programa com dois negões gêmeos que eu vejo passar todos os dias... seria um programa gay, mulheres não podem gostar de ver homens lindos, sarados e com mãos enormes pegando gato, cachorra, calango e gia na tv. É quase imoral isso.

Puts... pra não dizer: "puta que pariu, é uma bosta ser mulher mesmo nesta terra de caralhos!" uma moça decente tb não pode dizer uma coisa dessas e sair impune de um olhar ameaçador com um leve balançar de cabeça.

Neste mundo entre absurdos e injúrias... eu vou ficando por aqui.

terça-feira, junho 02, 2009

Se tudo mais der errado...

Manda Falar com Anúbis!


OK... piada interna de humor duvidoso... kkkkkkkk.

Anúbis, também conhecido como Anupu, ou Anupo e cujo nome hieroglífico é traduzido mais propriamente como Anpu, é o antigo deus egípcio da morte e dos moribundos, por vezes também considerado deus do submundo. Conhecido como deus do embalsamamento, presidia às mumificações e era também o guardião das necrópoles e das tumbas. Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto era pesado seu coração e a pena da verdade (como podemos ver em muitas gravuras egípcias). Era quem guiava a alma dos mortos no Além. (wikipédia)

Eu te amo - Chico Buarque

Tende de se convir que chico não é um intérprete... mas como entende a alma feminina.

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

segunda-feira, junho 01, 2009

Som do dia

Boi Dono Do Mar

Morena toma o meu braço
Minha dança meu passo
É tudo que eu posso te dar
Morena leva o meu beijo
Meu carinho meu desejo
Meu amor meu maracá
Se eu pudesse eu te dava toda a riqueza
Luxo glória e beleza remédio pra toda dor
Ah eu te dava os leões do meu palácio
Tudo quanto é rima fácil meu jardim crivado de flor

Te dava a minha língua e o meu coração
Se eu fosse dono do mar
Se eu fosse dono do maranhão

Morena toma este poema
Meu canto de seriema
Meu doce de buriti
Morena minha vida é tua
Prometo te dar a lua
Se a lua tu me pedir
Se eu pudesse eu te dava o meu sotaque
Rolls-Royce, cadilac, camafeu e bibelô
Ah eu te dava meu penacho de brincante
Brisa da maré vazante
Água fresca, sombra e calor

Te dava a minha língua e o meu coração
Se eu fosse dono do mar
Se eu fosse dono do maranhão

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